Bolsonaro nega atendimento em hospital informado pela assessoria

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RIO — O deputado federal e pré-candidato à Presidência, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), negou neste sábado que esteve ontem no Hospital Central do Exército (HCE), no Rio, após passar mal durante viagem a Roraima, conforme informado pela assessoria de imprensa dele. Outros veículos de imprensa também noticiaram que o parlamentar deu entrada no hospital.

Waldir Ferraz, assessor de imprensa de Bolsonaro, informou ontem ao GLOBO que o deputado passou mal ainda no aeroporto de Boa Vista (RR), onde se reuniu com líderes políticos locais.

A informação “Bolsonaro foi para o HCE e está no soro” foi enviada por whatsapp a uma repóter do GLOBO às 19h05 de sexta-feira. O GLOBO estava em contato com Waldir Ferraz desde terça-feira para tentar agendar uma entrevista com Bolsonaro sobre uma reportagem que será publicada neste domingo. Em outra mensagem de áudio, enviada às 19h11, Waldir Ferraz relatou que o deputado havia vomitado e se sentido mal após passar quase “50 minutos em cima de um caminhão” sob um “sol de 40 graus”.

Segundo o assessor de Bolsonaro, na sexta-feira, o deputado saiu às 1h50min de Roraima, e a aeronave fez uma escala em Brasília às 6h. Depois que chegou ao Rio, Bolsonaro foi ao HCE, segundo Waldir Ferraz relatou ao GLOBO na noite de sexta-feira.

Após o deputado divulgar um vídeo em redes sociais na qual nega ter procurado atendimento no hospital, o GLOBO voltou a procurar o assessor Waldir Ferraz. Ferraz reafirmou que Bolsonaro foi ao hospital mas disse que o deputado não iria confirmar essa informação porque “é de caráter pessoal”. Segundo Ferraz, Bolsonaro passou por uma consulta informal no Hospital Central do Exército, chegou a tomar soro e foi medicado, antes de voltar para casa.

A assessoria do Comando Militar do Leste (CML), responsável pelo Hospital Central do Exército, informou ao GLOBO que Bolsonaro não esteve da unidade esta semana nem para uma consulta informal. O último registro de entrada dele no hospital foi na semana passada, para uma consulta periódica, ainda de acordo com a assessoria do CML.

O assessor de Bolsonaro alega que o Exército não vai confirmar o atendimento porque “é uma questão pessoal”.

Bolsonaro é militar reformado do Exército e, por isso, tem direito a atendimento no HCE. Segundo o assessor, o deputado prefere o HCE a hospitais particulares, porque lá ele conhece os médicos, “se sente em casa” e não sofre com assédio.

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