Jungmann rebate críticas à entrada da PF no caso Marielle

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O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann - Antonio Cruz / Agência Brasil

Jungmann anunciou nesta quinta que a Polícia Federal vai investigar a existência de um grupo criminoso articulado para atrapalhar e impedir as investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes, em março. O ministro solicitou ainda a instauração de inquérito policial para apurar o envolvimento de agentes públicos, milicianos e contraventores que estariam atuando em conjunto.

Nesta sexta-feira, o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (Sindelpol-RJ) e a Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro (Adepol-RJ), em nota conjunta, lamentaram “as declarações e nova tentativa” do ministro “de capitalizar dividendos políticos em cima da investigação dos homicídios da vereadora Marielle Franco e de Anderson Pedro Gomes”.

Na avaliação das entidades, Jungmann “se apressa em expor e por em cheque a credibilidade das investigações”, atitude que, de acordo com elas, “tenta induzir um descrédito da sociedade na polícia investigativa, o que somente interessa aos marginais e representa uma total inversão de valores, dissociada do anseio da população, em nada auxiliando na promoção do almejado interesse público”.

De acordo com a nota da assessoria de comunicação do ministério, Jungmann “limitou-se a informar os termos da determinação expressa recebida da Procuradoria-Geral da República para que a Polícia Federal, a ele subordinada, investigasse essa possibilidade a partir de denúncias graves obtidas pelo Ministério Público Federal”.

A nota reforça ainda que “a medida não configura a federalização das investigações dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e de Anderson Gomes, que continuam a cargo das autoridades policiais estaduais”.

Irmã de Marielle lamenta episódio 

Anielle Franco, irmã da vereador Marielle Franco, comentou o fato da Polícia Federal anunciar que abriu um inquérito para apurar supostas tentativas de obstrução da investigação da morte. O desabafo foi feito através do Facebook.

“Hoje eu sou só dor, hoje eu tô arrasada com o que o ser humano virou. Quem foi o fdp (desculpa) que mandou matar e matou a minha irmã? Mas eu tô me levantando aos poucos. Ah, eu tô! E aos poucos o meu sangue que foi ali derramado, esse, pode ter certeza que será vingado. Ancestralidade é a importância de honrar os que vieram antes de nós! Portanto, eu vos aviso: minha luta não é de hoje. Foram 34 anos ao lado dela. Ela se foi em corpo, mas me acompanha, me segue e me rege. E eu tô aqui! E eu, ah…eu não ando só”, escreveu.

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