Secretaria de Saúde investiga seis óbitos causados por H1N1 na Paraíba

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Foto: Rodrigo Nunes/Ministério da Saúde

A Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Gerência Executiva de Vigilância em Saúde, divulgou o boletim da gripe (influenza), referente ao período de 1º de janeiro a 4 de maio deste ano (1ª até 18ª Semana Epidemiológica). Foram notificados na Vigilância Universal para Influenza 96 casos para Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), dos quais três casos foram confirmados para influenza sazonal, sendo um para influenza A do subtipo H3N2, dois de influenza A do subtipo H1N1pdm09, 55 casos descartados para presença do vírus de influenza e os demais seguem em investigação.

Quanto aos óbitos, são 22 casos suspeitos de SRAG, sendo um com identificação viral para influenza A H3N2 (João Pessoa), dois para H1N1pdm09 (Cabedelo e Serraria) e 13 foram descartados para o agente etiológico de influenza. Seis óbitos seguem em investigação.

Dentre os casos internados em 2018 e notificados para SRAG, chama atenção as doenças cardiovasculares (24%), seguidas das doenças neurológicas (20%) e outras morbidades (10%), correspondendo estas ao grupo mais acometido. É importante ressaltar que as prevalências de doenças cardíacas, pulmonares, metabólicas e neoplásicas aumentam com a idade, e que os pacientes com doenças crônicas, muitas vezes, não são vacinados por não estarem cientes de sua condição de risco ou por falta de recomendação médica.

Entre as medidas de prevenção contra a gripe, destaca-se a 20ª Campanha de Vacinação iniciada no dia 23 de abril e que vai até o dia 1º de junho, em todas as unidades de saúde dos 223 municípios do estado. Já foram aplicadas 76.086 doses, levando a uma cobertura geral de 8,35%. A meta é vacinar 90% dos seguintes grupos prioritários: indivíduos com 60 anos ou mais de idade; crianças na faixa etária de seis meses a menores de cinco anos de idade (quatro anos, 11 meses e 29 dias); gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; professores das escolas públicas e privadas; povos indígenas; portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; adolescentes e jovens, de 12 a 21 anos, sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A SES recomenda a todos os serviços de saúde do estado que intensifiquem as ações de prevenção e controle para evitar a transmissão da influenza. Para a população em geral recomenda-se lavar as mãos com água e sabão, especialmente antes das refeições, após tossir ou espirrar; ao tossir ou espirrar, cobrir a boca e o nariz com lenço descartável ou com o braço; não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal; não levar as mãos sujas aos olhos, nariz e boca; evitar contato próximo a pessoas que apresentem sinais/ sintomas de gripe e utilizar álcool em gel quando não puder lavar as mãos.

Os profissionais de saúde devem orientar todos os pacientes com síndrome gripal para retornar ao serviço de saúde em caso de piora do quadro clínico; realizar classificação de risco e manejo clínico adequado seguindo o preconizado pelo Ministério da Saúde; monitorar todos os casos com sintomas de SRAG internos e em UTI; nos casos de surtos, a vigilância epidemiológica local deverá ser prontamente notificada /informada, como também a SES; realizar ações voltadas para Educação em Saúde com as instituições e comunidades em que atuam, de forma que cada indivíduo tenha conhecimento sobre as principais medidas de precaução e controle de infecção.

Secom-PB

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