Sérgio Moro manda PF investigar ex-governador Beto Richa

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Governador do Paraná, Beto Richa, durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça de Luiz Edson Fachin, indicado pela presidenta Dilma Rousseff para ministro do STF (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O juiz Sérgio Moro determinou que a Polícia Federal abra um inquérito contra o ex-governador do Paraná, Beto Richa. A decisão do magistrado veio semanas depois que ele assumiu as investigações a partir da Operação Lava Jato.

Beto Richa, do PSDB, é acusado de favorecer a Odebrecht na licitação da PR-323, no noroeste do Paraná.

Nesta semana, a revista IstoÉ divulgou áudios entre o ex-chefe de gabinete de Beto Richa, Deonilson Roldo, e Pedro Rache, diretor-executivo da Contern.

Rache teria interesse em participar de uma licitação do projeto de duplicação da via.

A conversa indica que o governo atuou na tentativa de direcionar a licitação para a Odebrecht.

O então assessor de Beto Richa diz que já “tem um compromisso na obra” e pede que o empresário “componha” a licitação:

“Mas a gente tem um compromisso nessa obra”, diz Deonilson. “Você tem condição de conversar com uma pessoa agora, saindo daqui, do negócio da Odebrecht?”, questiona. “Sem problema. Eu não quero atender a Odebrecht. Eu quero atender o público. É diferente”, responde Rache.

O caso começou a ser tratado no Superior Tribunal de Justiça, em função do foro privilegiado de que dispunha o então governador.

Ao renunciar ao cargo para ser candidato ao Senado nas próximas eleições, o inquérito de Beto Richa foi encaminhado à primeira instância da Justiça Federal.

No despacho, Moro deu o prazo de 30 dias para que a PF e o Ministério Público continuem com as investigações.

As informações são da repórter Marcella Lourenzetto

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