O atacante Roger, do Botafogo, e sua filha Giulia, de 11 anos, protagonizaram uma das cenas mais emocionantes do Brasileirão até aqui, na noite de segunda-feira (26). Antes da derrota por 2×0 que viria nos 90 minutos seguintes, o jogador entrou em campo para enfrentar o Avaí no estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, acompanhado da filha, que foi ovacionada pela torcida botafoguense.

“Olê olê olê olá, Giulia, Giulia”, gritaram os botafoguenses enquanto a menina, irradiando alegria, pulava no colo do pai e acenava para os torcedores. Giulia nunca pôde ver os gols de Roger, pois nasceu cega devido a uma atrofia no nervo óptico.

A história de Giulia se tornou conhecida da torcida do Botafogo na semana passada, após reportagem da TV Globo. No entanto, não é nova para muitos torcedores baianos. Em 2009, quando Roger jogava no Vitória, Giulia e sua mãe, Elizabeth, viajaram para a China, onde a criança então com 3 anos fez um tratamento experimental com células-tronco durante 35 dias. Com o Campeonato Brasileiro em andamento, Roger ficou na expectativa em Salvador, ao lado do filho Nicolas. Apesar do início animador (leia aqui a reportagem feita pelo CORREIO na época), não houve a evolução esperada.

Depois do jogo contra o Avaí, Roger agradeceu pela homenagem através do programa Bem, Amigos!, do canal Sportv. “Hoje eu me senti muito amado. Às vezes as pessoas esquecem que por trás do atacante Roger, sendo bom ou não, tendo sua qualidade ou seu demérito, tem um pai, um marido, e às vezes tem coisas que marcam as nossas vidas. A atitude hoje da nossa torcida realmente marcou a minha família, marcou a minha vida. Ela se sentiu amada, se sentiu uma querida, especial. No meu caso, hoje foi uma noite talvez inesquecível. Nunca mais essa imagem, aquele canto, a minha filha chorando dentro de um estádio… isso marcou a minha história, com certeza”. Fonte: Assessoria CBF

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