Um dos poucos órgãos teoricamente fora da suspensão no Poder Executivo federal, a Polícia Federal concurso 2016 aguarda a confirmação de verba por parte do Ministério do Planejamento para preencher 558 vagas de delegado e perito (ambos de nível superior, com remuneração inicial de R$17.288,85). Entretanto, segundo o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Luís Boudens, a maior carência hoje é de agente, apontando a necessidade de contratação de pelo menos 6 mil novos servidores para o cargo.

O representante da categoria criticou a relação atual de três agentes para cada delegado e disse que ela, no passado, já foi de 12 para um. E a relação deverá ficar ainda mais irregular com a eventual efetivação do concurso planejado, aumentando a urgência de concurso para o cargo operacional. Segundo Boudens, a federação tem buscado junto à PF a realização de concurso para agente. Na sua opinião, uma nova seleção precisará ser aberta já no ano que vem. “A PF desempenha uma série de atribuições de fiscalização e controle que são de responsabilidade desses servidores”, observou. Consultada recentemente, a PF afirmou que, no momento, não há previsão de concurso para agente, escrivão e papiloscopista.

O presidente da Fenapef explicou qu,e no caso de escrivão, é pouco provável que haja uma nova seleção para o cargo, uma vez que estão avançadas as negociações dentro da PF em torno da unificação do cargo com o de agente. “Os requisitos e os salários são os mesmos, assim como o treinamento recebido na academia”, justificou. A intenção é unificar cada vez mais o processo de ingresso no órgão, permitindo inclusive uma maior regularidade na abertura de concursos.

Tanto para agente quanto para escrivão e papiloscopista, o requisito básico é a formação superior em qualquer área. A remuneração inicial é de R$9.159,59, já incluindo o auxílio-alimentação, de R$458. Acordo assinado com o governo prevê que os valores subam para R$10.233,83 a partir de janeiro do ano que vem. Boudens defendeu também a recomposição do quadro de servidores administrativos, após necessária reestruturação, apontando que quase 70% dos que ingressaram no último concurso para o setor já deixaram o órgão. Neste mês, o Congresso Nacional aprovou um projeto de lei que cria vagas para a área administrativa da PF e de outros órgãos, mas a implementação das vagas deverá ser vetada pelo presidente interino, Michel Temer, em função de acordo no Senado.

Segundo especialista, o concurseiro que inicia os estudos antes do edital tem 50% mais chance de ser aprovado. O segredo é estudar com apostilas, provas anteriores e exercícios.

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