A mãe do garoto de 2 anos que morreu depois de tomar achocolatado que estaria envenenado, na quinta-feira (25), em Cuiabá, afirmou que o pai do menino comprou o produto de um amigo.Este amigo foi preso hoje com outra pessoa como suspeitos pela morte da criança.Segundo Dani Cristina dos Santos, 26 anos, o pai de Rhayron Christian da Silva Santos comprou cinco achocolatados por valor abaixo do praticado em mercados. O produto foi apreendido e enviado para perícia, com laudo ainda não divulgado.

A Polícia Civil diz que Deuel de Rezende Soares, 27 anos, amigo do pai do menino, furtou o achocolatado de Adônis José Negri, 61 anos, que é dono de uma mercearia na região e é apontado como responsável por envenenar o achocolatado. A suspeita é que Adônis envenenou o achocolatado com remédio para rato para tentar matar Deuel, que o roubava constantemente.

“Estávamos passando por dificuldades. Ele vendeu mais barato. Nós pagamos R$ 10 pelos cinco achocolatados”, disse ao G1 a mãe do menino.

Adônis e Deuel foram presos por conta da morte do menino (Foto: Divulgação/Polícia Civil)
Adônis e Deuel foram presos por conta da morte do menino (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

No dia da morte de Rhayron, Dani contou que soube ao acordar que havia cinco caixinhas de achocolatado na geladeira. Quando o menino acordou, ela pegou uma para o garoto, depois de verificar que ainda estava na validade. O produto estava lacrado. A mãe ainda tomou dois goles antes de passar para o filho, que nem chegou a terminar a caixinha.

Depois de beber o achocolatado, o menino ficou assistindo TV com a mãe. Logo depois, o pai pediu um abraço do filho, que correu até ele e já começou a ficar sem ar. A mãe foi até a rua pedir ajuda e um homem deu carona à família até uma clínica, onde Rhayron morreu. Do momento em que começou a beber o achocolatado até a morte se passou cerca de uma hora. A mãe disse que também se sentiu mal após tomar a bebida e chegou a vomitar.

O lote do achocolatado Itambezinho chegou a ser retido pela Anvisa para investigar a morte da criança. 

Agora, Dani espera que exista punição aos culpados. Ela diz não conhecer o dono da mercearia, responsável pelo envenenamento. “A dor é muito grande. Não sei nem o que falar. Só quero que a Justiça seja feita. Ele era um anjo. Não teve tempo de aproveitar as coisas boas da vida”, diz. Rhayron morreu três dias após completar dois anos.

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