Após mais de quatro anos espalhando mortes e terror na Síria, o Estado Islâmico perdeu o último território que dominava no leste do país. A derrota, anunciada neste sábado (23) pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), milícias de origem curda e árabe apoiadas pelos Estados Unidos, representa o fim do grupo extremista em território sírio.

Segundo a agência internacional EFE, o comandante das Forças Democráticas Sírias, Mazloum Kobani, confirmou que 11 mil militares morreram no combate ao Estado Islâmico, enquanto outros 21 mil ficaram feridos.

Mesmo após ser eliminado, o grupo jihadista deixou rastros de destruição na Síria, principalmente na região leste do país. No auge de seu domínio, em maio de 2015, o Estado Islâmico assumiu o controle de Palmira, cidade a 205 quilômetros da capital Damasco. Meses depois, os terroristas destruíram o Templo de Bel, um dos principais símbolos religiosos da Síria. Isso porque, para os extremistas, obras religiosas pré-islâmicas, principalmente estátuas, são consideradas idolatria. À época, a ONU classificou o ato como um “crime intolerável contra a civilização”.

O Estado Islâmico, que controlava regiões da Síria e ainda mantém domínios no Iraque, foi criado em 2013 como uma ramificação da organização terrorista al-Qaeda. Em 2014, após romperem laços, os extremistas autoproclamaram um califado, espécie de monarquia islâmica, cuja capital é Raqqa, na Síria.

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