Major da PM vítima de sequestro diz que seria queimado por bandidos

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Major foi resgatado em comunidade pela Core Reprodução Vídeo

Rio – O major PM Joelmir dos Santos, sequestrado por bandidos armados na manhã deste domingo na Estrada de Maricá, em Niterói, na Região Metropolitana, contou em um grupo de WhatsApp de oficiais como foi seu resgate por policiais da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O chefe do Centro de Instrução do Comando de Operações Especiais (COE), disse que esperava ser queimado e esquartejado pelos criminosos.

“Já tinha desistido da vida. De dentro da mala do carro onde eu seria ‘assado’ vivo escutei trocas de tiros entre os traficantes sequestradores e uma aeronave. Neste momento, consegui me soltar e abrir o porta-malas para tentar fazer algum sinal aos policiais para que não atirassem nos carros e tentassem um resgate. Deu certo, senão estaria em várias partes”, escreveu.

“Ontem eu vi duas coisas: o quanto estamos desprotegidos e o quanto vale o treinamento. Agradeço muito a Deus, à frieza dos amigos do Core e a preocupação e força dos amigos da família PMERJ”, desabafou Joelmir.

Vídeo pós-sequestro

De acordo com as primeiras informações da PM, o major havia gravado um vídeo de dentro do cativeiro solicitando resgate à cúpula da corporação. No entanto, o delegado Marcus Amim, da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNISG), afirma que as imagens foram feitas pelos próprios agentes da Core no momento do resgate.

No início da noite, o oficial foi encontrado com as mãos amarradas no porta-malas de um carro por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), na comunidade do Anaia, em São Gonçalo. Segundo informações passadas pelo oficial, ele estava acompanhado de uma mulher no momento em que foi sequestrado. O paradeiro da mulher, que não teve o nome revelado, ainda é desconhecido.

“Ele está sendo conduzido para a Delegacia de Homicídios de Niterói para prestar depoimento. A mulher que o acompanhava ainda não foi localizada”, disse o delegado Marcos Amin, titular da especializada. A Polícia Militar confirmou que ele permaneceu desaparecido durante o dia, mas ainda não se posicionou a respeito.

Na gravação feita por um celular enquanto era mantido em domínio dos sequestradores, que seriam traficantes, o major aparece sentado em um cômodo construído somente com tijolos. Nas imagens, ele se identifica e diz: “Estou aqui desde manhã. Meu contato é coronel Henrique, chefe do Estado Maior, pode fazer contato com ele. Ou coronel Nogueira, coronel do GAM. Ou coronel Renne Alonso, comandante do 2ºCPA”. As imagens foram enviadas para um oficial do COE pelo major, no início da tarde.

Na mesma imagem, é possível ver parte do rosto de um homem, que seria um dos sequestradores. Uma equipe da corregedoria da PM foi até a delegacia acompanhar o caso.